<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447</id><updated>2011-04-21T18:15:56.470-07:00</updated><title type='text'>sharloty informa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-116302809558971892</id><published>2006-11-08T15:16:00.000-08:00</published><updated>2006-11-08T15:21:35.600-08:00</updated><title type='text'>TRISTESSE</title><content type='html'>Alfred de Musset - (Né à Paris)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J’ai perdu ma force et ma vie.&lt;br /&gt;Et mes amis et ma gaîté;&lt;br /&gt;J’ai perdu jusqu’à la fierté&lt;br /&gt;Qui faisait croire à mon génie.&lt;br /&gt;Quand j’ai connu la Vérité,&lt;br /&gt;J’ai cru que c’était une amie;&lt;br /&gt;Quand je l’ai comprise et sentie,&lt;br /&gt;J’en étais déjà dégoûté.&lt;br /&gt;Et pourtant elle est éternelle&lt;br /&gt;Et ceux qui se sont passés d’elle&lt;br /&gt;Ici-bas ont tout ignoré.&lt;br /&gt;Dieu parle, il faut qu’on lui réponde.&lt;br /&gt;Le seul bien qui me reste au monde&lt;br /&gt;Est d’avoir quelquefois pleuré.&lt;br /&gt;(Le Livre d’Or de la Poésie Française)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá bom eu estou na era francesa devo adimitir, mais apesar de tudo eu gosto ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-116302809558971892?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/116302809558971892/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=116302809558971892' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/116302809558971892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/116302809558971892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/11/tristesse.html' title='TRISTESSE'/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-116174215921320646</id><published>2006-10-24T19:08:00.000-07:00</published><updated>2006-10-24T19:09:19.216-07:00</updated><title type='text'>Coisas da paixão e do amor...</title><content type='html'>Quando alguém nos mostra que já não está apaixonado por nós, existe uma sensação de desconforto na qual não somos senhores. O olhar perde-se, os lábios ficam entreabertos e tudo o que dizemos torna-se pensado numa vontade de indiferença fingida, num “pacote” de palavras cuidadosamente alinhadas que não combina com o falar da expressão dos nossos movimentos, do nosso olhar, inclusive do nosso timbre de voz que entra ao ataque mas em defesa dessa tal indiferença, que nos olha de frente e diz “eu ainda gosto de ti, e não sei o que fazer em relação a isso, não sei como te mostrar que mesmo gostando de ti não vou dizer-te que gosto, não vou dizer-te que o adeus da tua paixão me tira o tapete debaixo dos pés e me deixa à deriva…”&lt;br /&gt;Quando alguém pronuncia a frase “ já não sinto por ti o que sentia, já não te olho da mesma forma”, algo se perde e nunca volta a recuperar-se. “Podemos tentar ser amigos” sim podemos, podemos continuar a encontrar-nos em momentos de circunstância, talvez tomar um café, ir ao cinema, ver um concerto, telefonar e perguntar como vão as coisas, mas não podemos mudar a rotação do planeta, não podemos apenas trocar todos os instantes, em que falávamos apenas com o que sentíamos estando tudo à volta num plano inferior e sem qualquer interesse, por um mundo real em que duas pessoas já não se sentem uma à outra de igual forma.&lt;br /&gt;Duas pessoas que se entregaram uma à outra, que se mostraram sem máscaras e de coração nu, não vestem uma pele nova de amigos de um dia para o outro, existe um caminho longo e tortuoso repleto de mal entendidos, de palavras que ficaram por dizer, de situações mal resolvidas, de feridas que ficaram abertas, de abraços que ficaram a meio.&lt;br /&gt;Quando uma dessas pessoas sente que o “fato” de apaixonado já não lhe serve ou que começa a ficar gasto, a outra dificilmente encara isso sem ser com um semblante carregado e triste, onde uma lágrima grita por liberdade, mas uma qualquer voz interior lhe diz “não dês parte fraca agora, aguenta, tens de te fazer forte, tens de ter a cabeça fria” e essa lágrima é agrilhoada em prol de algo que por vezes pode ser comparado ao orgulho. Dificilmente duas pessoas se desapaixonam ao mesmo tempo, é um fenómeno que apenas se deve repetir de mil em mil anos, numa qualquer conjunção astral duvidosa que provoca neve em Agosto e ondas de calor em Dezembro.&lt;br /&gt;A amizade ou o afastamento são as duas novas alternativas, mas se pensarmos bem sobre elas, uma não se processa sem a outra. Não existe amizade sem afastamento, não existe amizade sem que afastemos de nós um conjunto de histórias e momentos, não existe amizade sem o afastamento de gestos diários de carinho especial, de um reformular de olhares, de uma mudança de atitude. A amizade não tolera a compreensão de uma paixão, de um amor, simplesmente coloco sérias dúvidas que ela se mantenha, que ela se desenvolva, não. Assume outros contornos, isso sim. Se alguém diz que ainda entende da mesma forma enquanto amigo, do que enquanto alguém apaixonado ou alguém que ama, está a mentir a outra pessoa, e o mais grave é estar a mentir a ela própria. Se não está é porque continua apaixonada ou a amar essa pessoa. Para ser amigo depois de uma paixão ou de um amor, das quatro uma, ou existe nova paixão ou novo amor, ou então essa paixão ou amor não foi nada mais do que uma febre ou ligeiro “mal/bem-estar” que passou depressa, ou a amizade sempre foi superior à paixão ou ao amor, ou o masoquismo é uma forma de estar na vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;luis coutinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-116174215921320646?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/116174215921320646/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=116174215921320646' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/116174215921320646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/116174215921320646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/10/coisas-da-paixo-e-do-amor.html' title='Coisas da paixão e do amor...'/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-116174148312420788</id><published>2006-10-24T18:47:00.000-07:00</published><updated>2006-10-24T18:58:03.143-07:00</updated><title type='text'>O amor atrapalha o sexo</title><content type='html'>Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal. &lt;br /&gt;Encontro duas amigas no calçadão do Leblon. "Teu artigo sobre amor deu o maior auê..." - me diz uma delas. "Aquele das mulheres raspadinhas também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, que que você tem contra as mulheres que 'barbeiam' as partes?" - questiona a outra. "Nada... - respondo - acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas 'partes' dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney - lembram um sarneyzinho vertical nas mmodelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas (solteira e lírica) me diz: "Sexo e amor são a mesma coisa..." A outra (casada e prática) retruca: "Não são a mesma coisa não..." "Sim, não, sim, não" - nasceu a doce polêmica ali à beira-maar. Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco. E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor. Comecei perguntando a amigos e amigas sua opinião. Ninguém sabe direito. As duas categorias se trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais "sutis" defendem o amor, como algo "superior". Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa. O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo. Sexo é contra a lei, no fundo de tudo. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre sem tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão à posteriori pelos prazeres do sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor vem depois. O sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições; não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrário não acontece. Existe amor com sexo, claro, mas nunca gozam juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é propriedade. Sexo é posse. Amor é a lei; sexo é invasão de domicílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em "doação". Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio ou veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também - tudo dependendo das posições adotadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do "outro"; o sexo, no mínimo, precisa de uma "mãozinha". Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mais sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não - é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes é uma masturbação. Sexo, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós. O sexo vem dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos vítimas do amor; só do sexo. "O sexo é uma selva de epilépticos" (Nelson Rodrigues) ou "o amor, se não for eterno, não era amor" (NR). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói - quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: "Faça amor, não faça a guerra." Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexo sempre existiu - das cavernas do paraíso até as saunas relax for men.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provençais do século 12 e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem - o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção, sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controlá-lo é programá-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias. Não há "saunas relax" para o amor, onde o sujeito entre e se apaixone. No entanto, em todo bordel, finge-se um "amorzinho" para iniciar. O amor está virando um hors-d'oeuvre para o sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do amor é que dura muito, já o sexo dura pouco. Amor busca uma certa "grandeza". O sexo sonha com as partes baixas. O perigo do sexo é que você pode se apaixonar. O perigo do amor é virar amizade. Com camisinha, há "sexo seguro", mas não há camisinha para o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é a lei. Sexo é a transgressão. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo o sonho dos casados. A (O) amante sacia nossa fome de verdade, mata nossa nostalgia da animalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexo precisa da novidade, da surpresa. O grande amor só se sente no ciúme (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo de esquerda (ou não, dependendo do momento político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E, por aí, vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para a redação.&lt;br /&gt;Arnaldo Jabor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-116174148312420788?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/116174148312420788/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=116174148312420788' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/116174148312420788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/116174148312420788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/10/o-amor-atrapalha-o-sexo.html' title='O amor atrapalha o sexo'/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-116138479062756302</id><published>2006-10-20T15:51:00.000-07:00</published><updated>2006-10-20T15:53:10.636-07:00</updated><title type='text'>Ser você mesmo</title><content type='html'>É incrível como às pessoas gostam de “ser” mais do que outras (No estranho sentido da palavra), às vezes, imaginamo-nos “sendo” mais importante do que realmente somos, será que uma vida de aparências é mais importante do que uma vida comum, normal, simples? Será que existe essa inferioridade imposta pela sociedade onde muitos não têm o que comer e são obrigados a assistir o show da vida de pessoas que tem condições financeiras melhores?Gente que reclama por problemas que nem são tão graves assim quanto uma doença, fome, miséria ou a dor de não ter quem se ama por perto...&lt;br /&gt;Tudo o que um ser humano almeja na forma mais simples é a FELICIDADE, porém, como conseguir criar esse bichinho sem que ele morra por falta de alimento?Essa e uma questão difícil de responder, hoje em dia estamos tão voltados para o nosso próprio umbigo que não damos atenção para os pequenos detalhes do nosso dia a dia, somos incapazes de olhar para o lado e ver que não há apenas um pequeno riacho, mas sim uma cachoeira cheia de opções e que temos livre arbítrio para escolhermos em quais águas vamos navegar, temos o poder de criar armas nucleares, mas não sabemos cultivar o amor pelo próximo, de promover a igualdade.&lt;br /&gt;A fraternidade meus queridos leitores é algo que todos somos capazes de divulgar, mas poucos de nós conseguem sentir, nenhuma pessoa é perfeita, nem você, nem eu, cometo erros tanto ou mais do que qualquer outra pessoa (e como cometo), são tantas falhas que temos como seres humanos. Vulneráveis a fracassos constantes na vida, no trabalho e com a família, fracassos esses que passam despercebidos como se não estivessem lá gritando pra você “Hei Eu tô aqui cara, da um jeito de concertar essa burrada!”, quando percebemos já é tarde de mais (digo parcialmente) para corrigir erros que só a gente pode e não quer, ai o tempo vai passando e só o que fica é a tristeza e a vontade de voltar o tempo depressa pra mudar o rumo das coisas, quanta tolice deixar que algo que poderia ter sido tão diferente se você tivesse dito “desculpa” virasse caso de inimizade, afinal, precisamos muito uns dos outros, somos desde que nascemos criaturas que definham sem amor, carinho e atenção.&lt;br /&gt;Se você esta lendo esse texto e tem alguém com quem gostaria de reatar uma aliança fraternal perdida por bobagens, não espere que ela venha até você porque esse dia pode não chegar, ao invés disso dê o primeiro passo e construa dias melhores. Não podemos deixar que o “ser” mais do que o outro tome conta de nossas vidas a ponto de desviar-nos do caminho da fraternidade&lt;br /&gt;Todos deveriam sim buscar o “ser” você mesmo maravilhoso oculto em nossos corações, que perpetua a amizade, os valores familiares, o amor pelo próximo, esse “ser” é na sua mais sublime expressão o amor criando asas e voando em busca de Felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-116138479062756302?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/116138479062756302/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=116138479062756302' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/116138479062756302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/116138479062756302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/10/ser-voc-mesmo.html' title='Ser você mesmo'/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115903296034427831</id><published>2006-09-23T10:24:00.000-07:00</published><updated>2006-09-23T10:36:00.360-07:00</updated><title type='text'>Uma Homenagem para todos eles..</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;"&gt;Homem que é homem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   Homem que é Homem não usa camiseta sem manga, a não ser pra jogar basquete. Homem que é Homem não gosta de canapés, de cebolinhas em conserva ou de qualquer outra coisa que leve menos de 30 segundos para mastigar e engolir. Homem que é Homem não come suflê. Homem que é Homem - de agora em diante chamado de HQEH - não deixa sua mulher mostrar a bunda pra ninguém, nem em baile de carnaval. HQEH não mostra a sua bunda pra ninguém. Só no vestiário, para outros homens, e assim mesmo, se olhar mais de 30 segundos dá briga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;    HQEH só vai ao cinema ver filme do Franco Zeffirelli quando a mulher insiste muito, e passa todo tempo tentando ver as horas no escuro. HQEH não gosta de musical, filme com a Jill Claybourgh ou do Ingmar Bergman. Prefere filmes com o Lee Marvin e Charles Bronson. Diz que ator mesmo era o Spencer Tracy e que dos novos, tirando o Clint Eastwood, é tudo veado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;    HQEH não vai mais a teatro porque também não gosta que mostrem a bunda a sua mulher. Se você quer um HQEH no momento mais baixo de sua vida, precisa vê-lo no ballet. Na saída ele diz que até o porteiro é veado e que se enxergar mais alguém de malha justa, mata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;    E o HQEH tem razão. Confesse, você está com ele. Você não quer que pensem que você é um primitivo, um retrógrado e um machista, mas lá no fundo você torce pelo HQEH. Claro, não concorda com tudo o que ele diz. Quando ele conta tudo o que vai fazer com a Gretchen no dia em que a pegar, você sacode a cabeça e reflete sobre o componente de misoginia patológica inerente à jactância sexual do homem latino. Depois começa a pensar em tudo o que vai fazer com a Gretchen no dia em que a pegar... Existe um HQEH dentro de cada brasileiro, sepultado sob camadas de civilização, de falsa sofisticação, de propaganda feminina e de acomodação. Sim, de acomodação. Quantas vezes, atirado na frente de um aparelho de TV vendo a novela das 8, uma história invariavelmente de humilhação, renúncia e superação femininas escrita pela Janete Clair ou por algum veado - você não se perguntou o que estava fazendo que não dava um salto, vencia a resistência do resto da família a pontapés e procurava uma reprise do Manix em outro canal ? HQEH só vê futebol na TV. Bebendo cerveja. E nada de cebolinha em conserva ! HQEH arrota e não pede desculpas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;    Se você não sabe se tem um HQEH dentro de você, faça este teste. Leia esta série de situações. Estude-as, pense, e depois decida como você reagiria em cada situação. A resposta dirá o seu coeficiente de HQEH. Se pensar muito, nem precisa responder: você não é um HQEH. HQEH não pensa muito!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   Situação 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   Você está num restaurante com nome francês. O cardápio é todo escrito em francês. Só o preço está em cruzeiros. Muitos cruzeiros. Você pergunta o que significa o nome de um determinado prato ao maître . Você tem certeza que o maître está se esforçando para não rir da sua pronúncia. O maître levará mais tempo para descrever o prato do que você para comê-lo, pois o que vem é uma pasta vagamente marinha em cima de uma torrada do tamanho aproximado de uma moeda de um cruzeiro, embora custe mais de mil. Você come de um golpe só, pensando no que os operários são obrigados a comer. Com inveja. Sua acompanhante pergunta qual é o gosto e você responde que não deu tempo para saber. O prato principal vem trocado. Você tem certeza que pediu um "boeuf à quelque chose" e o que vem é uma fatia de pato sem qualquer acompanhamento. Só. Bem que você tinha notado o nome: "Canard melancolique". Você a princípio sente pena do pato pela sua solidão, mas muda de idéia quando tenta cortá-lo. Ele é um duro, pode agüentar. Quando vem a conta, você nota que cobraram pelo pato e pelo "boeuf" que não veio. Você:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   a) paga assim mesmo para não dar à sua acompanhante a impressão de que se preocupa com coisas vulgares como o dinheiro, ainda mais o brasileiro;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   b) chama, discretamente, o maître e indica o erro, sorrindo para dar a entender, "merde, alors", essas coisas acontecem;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   c) vira a mesa, quebra uma garrafa de vinho contra a parede e, segurando o gargalo, grita: "Eu quero o gerente e é melhor ele vir sozinho!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   Situação 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   Você foi convencido pela sua mulher, namorada ou amiga - se bem que HQEH não tem "amigas", quem tem "amigas" é veado - a entrar para um curso de Sensitivação Oriental. Você reluta em vestir a malha preta, mas acaba sucumbindo. O curso é dado por um japonês, provavelmente veado. Todos sentam num círculo em volta do japonês, na posição de lótus. Menos você que, como está um pouco fora de forma, pode sentar na posição do arbusto despencado pelo vento. Durante quinze minutos todos devem fechar os olhos, juntar as pontas dos dedos e fazer "Ron", até que se integrem na Grande Corrente Universal que vem do Tibet, passa pelas cidades sagradas da Índia e do Oriente Médio e, estranhamente, bem em cima do pr~edio do japonês, antes de voltar para o Oriente. Uma vez atingido este estágio, todos devem virar para a pessoa ao seu lado e estudar seu rosto com a ponta dos dedos, não se surpreendendo se o japonês chegar por trás e puxar suas orelhas com força para lembrá-los da dualidade de todas as coisas. Durante o "Ron" você faz força, mas não consegue se integrar na grande corrente universal, embora comece a sentir uma sensação diferente que depois revela-se ser câimbra. Você:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   a) finge que atingiu a integração para não estragar a onda de ninguém;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   b) finge que não entendeu bem as instruções, engatinha, fazendo "Ron", até o lado daquela grande loura, e na hora de tocar o seu rosto erra o alvo e agarra os seus seios, recusando-se a soltá-los mesmo que o japonês quase arranque as suas orelhas;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   c) diz que não sentiu nada, que não vai seguir adiante com aquela bobagem, ainda mais de malha preta, e que é tudo coisa de veado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   Situação 3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   Você está numa reunião social em que só se discute a polêmica José Guilherme Merquior x Eduardo Mascarenhas. É uma daquelas reuniões em que há lugares de sobra para sentar mas todo mundo senta no chão. Você não quis ser diferente, se atirou num almofadão colorido e tarde demais descobriu que era a dona da casa. Sua mulher ou namorada está tendo uma conversa confidencial, de mãos dadas, com uma moça que é a cara do Charlton Heston, só que de bigode. O jantar é à americana e você não tem mais um joelho para colocar seu copo de vinho enquanto usa os outros dois para equilibrar o prato e cortar o pedaço de pato, provavelmente o mesmo do restaurante francês, só que algumas semanas mais velho. Aí o cabeleireiro de cabelo mechado, ao seu lado, oferece:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   - Se quiser usar o meu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   - O seu...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   - Joelho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   - Ah...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   - Ele está desocupado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   - Mas eu não o conheço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   - Eu apresento. Este é o meu joelho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   - Não. Eu digo, você...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   - Eu, hein ? Quanta formalidade. Aposto que se eu estivesse oferecendo a perna você ia pedir referências. Ti-au. Você:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   a) resolve entrar no espírito da festa e começa a tirar as calças;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   b) leva seu copo de vinho para um canto e fica, entre divertido e irônico, observando aquele curioso painel humano e organizando um pensamento sobre estas sociedades tropicais, que passam da barbárie para a decadência sem a etapa intermediária da civilização;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   c) pega sua mulher ou namorada e dá o fora, não sem antes derrubar o Charlton Heston com um soco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;   Se você escolheu a resposta a para todas as situações, não é um HQEH. Se escolheu a resposta b, não é um HQEH. E se escolheu a resposta c, também não é um HQEH. Um HQEH não responde a testes. Um HQEH acha que teste é coisa de veado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís Fernando Veríssimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115903296034427831?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115903296034427831/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115903296034427831' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115903296034427831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115903296034427831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/uma-homenagem-para-todos-eles.html' title='Uma Homenagem para todos eles..'/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115836305853353679</id><published>2006-09-15T16:30:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T16:30:58.540-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Jornalismo Científico em tempos de XylellaProf. Dr. Wilson da Costa Bueno&lt;br /&gt;O sequenciamento completo do genoma da bactéria Xylella fastidiosa representa, efetivamente, um marco da ciência brasileira. O Programa Genoma-Fapesp inseriu, definitivamente, o Brasil no grupo seleto de países que transitam, com desenvoltura, no universo da genômica e, sobretudo, permitiu-nos comemorar o pioneirismo mundial no sequenciamento de um fitopatógeno.&lt;br /&gt;Para os jornalistas e pesquisadores voltados para a divulgação da ciência, as conquistas relevantes deste Programa não se encerram, porém, no campo da investigação científica.&lt;br /&gt;A amplitude do noticiário associado a este feito extrapolou os limites geralmente tímidos que cercam a cobertura da ciência e da tecnologia no Brasil, comprovando a tese de que a boa ciência será (ou deveria ser) sempre notícia.&lt;br /&gt;Centenas de notas, reportagens e, inclusive, editoriais dos nossos principais veículos impressos e horas de divulgação no rádio e na TV proclamaram ruidosamente a conquista brasileira. A cobertura não se restringiu aos veículos do eixo Rio/São Paulo ou a alguns poucos jornais que, tradicionalmente, dedicam espaço às questões de C &amp; T, mas se estendeu a todo o País, com resultados positivos para a afirmação da nossa real (mas nem sempre reconhecida e divulgada) competência científica.&lt;br /&gt;A cobertura teve o mérito de reforçar alguns atributos importantes da produção da ciência e da tecnologia contemporâneas. Em primeiro lugar, evidenciou a importância da pesquisa científica e sua relação estreita com o nosso desenvolvimento econômico e sócio-cultural. Para um país , e especialmente para governantes, que costumam vacilar no apoio aos projetos de C &amp;amp; T, a divulgação ampla foi uma lição importante. Em segundo lugar, destacou a necessidade e a relevância do trabalho em equipe, da articulação indispensável entre pesquisadores e áreas de conhecimento, dado fundamental porque a história da ciência, contada pelos livros didáticos (e pela mídia), continua privilegiando heróis e ações isoladas. Em terceiro lugar, mostrou que a ciência e a tecnologia de vanguarda , porque complexas e caras, requerem patrocínio e financiamento, de onde emerge a responsabilidade do poder público e a vontade política de eleger a produção de C &amp; T como prioridade nacional. Em quarto lugar, de maneira inequívoca, registrou a apaixonante aventura da atividade científica. A emoção e o entusiasmo dos pesquisadores e da própria direção da Fapesp contaminaram os veículos e, desta forma, títulos como "vitória da ciência", "rara façanha" e "descoberta revolucionária" foram muito comuns. Uma vitória importante, porque, geralmente, cientistas e jornalistas têm sido cúmplices no processo de divulgação, caracterizando a produção de ciência e tecnologia como mero fruto da razão e do intelecto. Isso talvez explique a visão estereotipada que os jovens (e a opinião pública) têm do mundo da ciência, definido como frio, relegado a senhores de barbas brancas, cabelos espetados, irritadiços e sorumbáticos. As jovens pesquisadoras da Fapesp romperam certamente estes velhos paradigmas e isso foi bom para a ciência e para o jornalismo científico. Finalmente, a divulgação do Programa Genoma-Fapesp reforçou mais uma vez a tese, por nós amplamente defendida, de que os centros geradores e financiadores de C &amp;amp; T precisam cultivar uma cultura de comunicação. É fundamental, como fez a Fapesp e os seus pesquisadores, assumir um compromisso com a partilha do conhecimento, democratizando o acesso da população às descobertas científicas e às inovações tecnológicas. Urge capacitar as fontes para a interação com o público e, em especial, com os jornalistas, mediadores importantes neste processo complexo de decodificação do discurso especializado da ciência.&lt;br /&gt;A praga do amarelinho, que destrói os nossos laranjais, fez, por tudo isso, um bem enorme para o jornalismo científico brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115836305853353679?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115836305853353679/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115836305853353679' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836305853353679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836305853353679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/jornalismo-cientfico-em-tempos-de.html' title=''/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115836289709910877</id><published>2006-09-15T16:28:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T16:28:17.103-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olhando a Arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fotógrafo José de Vasconcelos expôs seu primeiro trabalho individual intitulado “frutos do olhar”, no dia 19 de agosto na galeria de arte da Fortaleza de São José de Macapá. Na cerimônia de abertura da exposição, parentes, amigos, alunos e admiradores estavam presentes e vários elogios foram destinados ao artista que agradeceu dizendo que no Amapá conseguiu formar uma nova família. O evento marca uma nova fase na vida do artista que diz ter amadurecido ao longo dos anos.&lt;br /&gt;Vasco, como é conhecido por seus alunos é natural da Paraíba, veio para o Amapá e deu um grande passo em sua carreira profissional e constituiu família.&lt;br /&gt; Ministrando de maneira diversificada e criativa suas aulas de fotografia, foi professor na Faculdade Seama onde conquistou vários amigos e admiradores do seu trabalho, deixou a Seama para integrar o corpo docente da universidade federal do Amapá.&lt;br /&gt;Silvia Carla, coordenadora da unifap, disse que é uma grande honra trabalhar ao lado de Vasconcelos e que o estado precisa de pessoas que trabalhem a arte com consciência, para que se possa deixar um marco como ponto de referencia para gerações futuras. Sua exposição é o fruto cultivado ao longo de vários anos, com um toque de sensibilidade que somente um verdadeiro artista pode ter. Seus trabalhos, quase sempre, convencionais tiveram um novo significado diante da beleza que os transformou. Toda a simplicidade do povo amapaense, dos lugares, estilos e belezas estão expostos em fotos de encher os olhos.&lt;br /&gt;O vernissage está aberto à visitação até o dia 22 de setembro, e a expectativa é que ela seja um verdadeiro recorde de visitação. Quem tiver curiosidade em visitar as obras não vai se arrepender, pois “Frutos do olhar” é uma deliciosa exposição que homenageia várias pessoas, lugares e regionalismo em um verdadeiro mosaico de vidas que parecem ser tão simples, mas que o fotógrafo consegue despertar o mais bonito sentimento, tudo isso revelado através da fotografia em arte contemporânea não convencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonia Sharlot&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115836289709910877?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115836289709910877/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115836289709910877' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836289709910877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836289709910877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/olhando-arte-o-fotgrafo-jos-de.html' title=''/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115836283539999046</id><published>2006-09-15T16:26:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T16:27:15.413-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Decifrando o DNA do Jornalismo CientíficoProf. Dr. Wilson da Costa Bueno&lt;br /&gt; " O debate não é sobre ciência, é sobre confiança e valores. Quando, desde o começo, não há um debate aberto com as pessoas afetadas, as oposições crescem". (1) A opinião de Lori Andress, do Instituto de Tecnologia de Illinois, em recente seminário promovido pela AAAS – American Association for the Advancement of Science (equivalente à nossa SBPC), expressa, ainda que parcialmente, o sentimento que prevalece entre os especialistas sobre o processo de comunicação associado à questão dos transgênicos.&lt;br /&gt;No fundo, o debate sobre os benefícios e os riscos dos alimentos geneticamente modificados é um exemplo paradigmático das relações, cada vez mais estreitas, entre a produção de ciência e tecnologia e os grandes interesses, políticos, econômicos e comerciais. Mais ainda: incorpora uma vertente cultural (hábitos alimentares dos consumidores), sabiamente explorada pelos multiplicadores de opinião que resistem à sua introdução em todo o mundo.&lt;br /&gt;A ciência e a tecnologia (e a informação) , nos dias atuais, têm que ser vistas como mercadorias valiosas e, neste sentido, estão vinculadas a compromissos e aspirações que emanam daqueles que as geram. Quase sempre, a ciência e a tecnologia, por uma partilha desigual do conhecimento, estão em mãos dos países considerados hegemônicos e, neles, mais propriamente, das grandes corporações transnacionais.&lt;br /&gt;Este pano de fundo deve ser considerado na análise, ainda que ligeira como a que empreenderemos aqui, do processo de comunicação da ciência, particularmente aquele que diz respeito à compreensão pública da ciência e da tecnologia, no qual se insere a prática do jornalismo científico.&lt;br /&gt;A eficácia da divulgação científica esbarra, quase sempre, em inúmeros fatores, dentre os quais se sobressaem o analfabetismo científico da população; a dificuldade natural de se decodificar o discurso científico; a incompreensão e a desconfiança que vigoram na relação entre cientistas e jornalistas e, sobretudo, a diferença inconciliável entre o processo de produção científica e o processo de produção jornalística.&lt;br /&gt;A literatura brasileira e internacional de Jornalismo Científico tem contemplado estes aspectos ao longo do tempo, mas, por uma opção epistemológica ou política, tem relegado a um segundo plano as conexões entre ciência, tecnologia e poder.&lt;br /&gt;A nosso ver, ao se concentrar em fatores intrínsecos ao processo de produção jornalística, ignorando os constrangimentos externos que o limitam, esta literatura e os debates que ela suscita não têm permitido uma reflexão mais profunda sobre as barreiras efetivamente estruturais à praxis da divulgação científica.&lt;br /&gt;A compreensão efetiva destes entraves passa, necessariamente, pela identificação dos elementos que constituem a essência do processo contemporâneo de divulgação científica, compreendida como um ambiente formidável para multiplicação de informações e conhecimentos, em escala planetária, e que guarda uma certa analogia com o genoma humano. Aqui, também temos 4 letras, que se combinam, de várias formas e em gradações e sequências distintas, para formar um organismo complexo (a informação científica) . São elas: CSML.&lt;br /&gt;C traduz-se por Controle. A produção de ciência e tecnologia, em função dos recursos extraordinários de que se vale, depende cada vez mais da parceria entre os centros geradores de ciência e tecnologia e os patrocinadores, representados, especialmente nos países do Primeiro Mundo (mas este modelo tende a se repetir nos países em desenvolvimento, como o Brasil), por empresas privadas transnacionais. Esta associação implica, obrigatoriamente, no controle não só dos produtos, mas do conhecimento. A idéia romântica de que a ciência é universal e de que os resultados de sua aplicação estendem-se a toda a sociedade fica, definitivamente, afastada. A transferência de tecnologia tem regras próprias, regulada por contratos internacionais, de tal modo que nem todas as nações (e os cidadãos que as constituem) têm acesso a elas, ainda que elas possam ser fundamentais para alavancar o desenvolvimento regional, salvar vidas ou promover o bem-estar social.&lt;br /&gt;A disseminação do conhecimento também sofre as consequências deste controle, exercido por sistemas complexos que se apropriam da competência desenvolvida pelas novas tecnologias para vigiar grupos organizados, cidadãos e organizações em todo o mundo. Cite-se o caso do Echelon, um complexo sistema eletrônico de espionagem, já amplamente denunciado por países europeus e por especialistas norte-americanos e que estaria a serviço de alguns poucos países e de suas empresas globais. Nunca, em qualquer outra época, a privacidade dos cidadãos esteve tão ameaçada, ainda que se proclamem as vantagens da chamada Sociedade da Informação, sob o argumento falacioso de que, por exemplo, a Internet democratiza o acesso à comunicação planetária. A imensa legião de excluídos tecnológicos, mesmo nos Estados Unidos, reforça a tese de que a democratização do conhecimento e do acesso à inovação tecnológica continua sendo uma utopia.&lt;br /&gt;S traduz-se por Sigilo. Como o conhecimento produzido pelos centros geradores de ciência e tecnologia é apropriado por interesses econômicos e comerciais (a que se agrega, muitas vezes, o interesse político), o intercâmbio natural entre cientistas é, na prática, obstaculizado. Isso significa, por extensão, que a opinião pública (aqui incluídos os comunicadores da ciência) poderá estar (o que quase sempre ocorre) afastada, num primeiro momento e às vezes por um tempo suficientemente longo, das inovaçôes em ciência e tecnologia, com exceção daquelas que já têm seu domínio reservado em forma de produtos patenteados. A regra em vigor no jogo da produção científica e tecnológica estabelece que os cientistas, antes mesmo do compromisso com a coletividade, têm uma obrigação com aqueles que os patrocinam. Logo, contrariamente ao que se postula, a ciência e a tecnologia não circulam livremente, beneficiando pessoas e nações; pelo contrário, seu fluxo e seu acesso são filtrados por interesses estranhos à produção de ciência e tecnologia. A produção de sementes é um dos Setores mais concentrados no agronegócio e este fato ameaça a autonomia das nações por deixar sob o controle de um grupo reduzíssimo de empresas a oferta de alimentos no futuro. A produção e comercialização de sementes engenheiradas pode ser vista como uma especialização do controle nesta área, o que definitivamente empurra os países emergentes para a periferia do mercado.&lt;br /&gt;M traduz-se por Monopólio. A divulgação científica é estrangulada por duas modalidades de monopólio, que circunscrevem os dois processos que a definem: o monopólio na produção de ciência e tecnologia e o monopólio da mídia.&lt;br /&gt;Gradativamente, a concentração, no mundo globalizado, reduz o número de "players" no mercado, pela exigência crescente de capital e escala de produção. Ela se viabiliza por fusões e aquisições que se multiplicam em ritmo avassalador, ameaçando a soberania dos países em desenvolvimento pela interferência progressiva nos mercados nacionais e regionais. As grandes empresas geradoras e detentoras de tecnologia engolem as empresas menores, impedindo o seu acesso aos mercados globais ou promovem conflitos, mediados por organismos internacionais (a OMC, por exemplo) que, invariavelmente, favorecem as organizações sediadas nos países ricos. Dois casos recentes e emblemáticos ilustram esta situação: a pressão efetuada pelo Canadá contra o Brasil (no episódio que ficou conhecido como o da " vaca louca") em defesa de sua empresa privada de construção de aviões regionais – a Bombardier – contra a nossa Embraer; e o recurso dos Estados Unidos na OMC contra a quebra, pelo Brasil, de patentes dos medicamentos contra a Aids. Em ambos os casos, o que estava em jogo era a possibilidade de uma nação emergente exercer a sua soberania, seja buscando espaço no universo (viciado) do " livre comércio" , seja privilegiando o interesse dos seus cidadãos na luta contra a ganância de parcela da indústria farmacêutica mundial.&lt;br /&gt;O monopólio da mídia não é menos pernicioso para a divulgação científica. Em todo o mundo, a indústria da informação e do entretenimento vem sendo submetida a uma violenta concentração, incluindo, entre outros, veículos de comunicação, o setor de informática e de telecomunicações e as e agências de propaganda. Os especialistas advertem para os riscos da redução da diversidade nesta área, potencializados pela entrada do capital financeiro (fundos de investimento) nos projetos mais ousados do universo "pontocom".&lt;br /&gt;Na América Latina, e no Brasil em particular, esta concentração é manifesta: aqui, menos de 5 grandes grupos dominam, verdadeiramente, a indústria da informação e do entretenimento, com uma influência espantosa e aterradora sobre a opinião pública. O sistema de concessão de canais de rádio e televisão, definido por interesses políticos e econômicos (em alguns Estados brasileiros, os políticos chegam a dominar 2/3 das emissoras de rádio e TV), esmaga a liberdade de expressão.&lt;br /&gt;A Internet, ainda que represente potencialmente uma válvula de escape para esta tendência vigorosa em direção ao monopólio, caminha, necessariamente, para a concentração, pelo menos em termos da amplitude da audiência, depois da euforia, logo contida, da criação de empresas pontocom . Hoje, os principais portais estão, com raríssimas exceções, sob a responsabilidade da grande mídia nacional e das empresas tradicionais da velha economia. Restam a alternativa dos conteúdos qualificados e a mobilização empreendida por redes competentes de sites, coordenada por ONGs politica e social engajadas, como a que prevalece para as questões relativas ao meio ambiente, aos direitos das minorias e à condição feminina, por exemplo.&lt;br /&gt;L , finalmente, traduz-se por lucro. Esta é a alavanca de todos os esforços empreendidos por empresas e governos e há quem a considere como a mais importante na constituição do DNA do processo de divulgação científica contemporânea. Em seu nome, a ética social tem sido agredida a cada instante, como atestam as denúncias de conluio entre cientistas e a indústria tabagista, os lobbies para a liberação precipitada de novas drogas ou para a manutenção da indústria das armas e as doações de empresas de tecnologia para a eleição e legitimação de governos autoritários.&lt;br /&gt;Ainda que esteja em curso uma reação da opinião pública em todo o mundo, com o concurso de entidades e empresas cidadãs, para a expansão do conceito de responsabilidade social, nota-se um descompasso considerável entre o discurso e a prática, entre os dividendos polpudos a serem pagos aos acionistas e o exercício pleno da cidadania. A nossa querida Petrobrás, embora confesse lucros extraordinários ( e seja reverenciada por isso), continua agredindo o meio ambiente, com vazamentos sucessivos, alguns de monta, como os que atingiram, recentemente, a Baía da Guanabara e o rio Iguaçu, no Paraná, noticiados amplamente pela mídia.&lt;br /&gt;O debate sobre os alimentos transgênicos não pode ser conduzido à distância destes pressupostos básicos. Em princípio, como atesta pesquisa recém realizada em importantes jornais brasileiros (2), ele tem sido, pelo menos na mídia de massa, empreendido a partir de uma vertente política, com um nível relativamente baixo de informações qualificadas, Embora sob o ponto de vista da divulgação científica, tradicionalmente considerada, isso represente um desvio, é preciso admitir que, dada a importância do tema e das consequências que poderá acarretar para o futuro da humanidade como opção agroalimentar, a questão não pode mesmo se encerrar em sua instância puramente técnica.&lt;br /&gt;Evidemente, será necessário, para que não permaneçamos à distância do curso natural da história da ciência, que o debate sobre os transgênicos se qualifique e que os interlocutores se dispam dos preconceitos para enfrentá-lo de frente.&lt;br /&gt;Não vale, no entanto, invocar o inevitável progresso da ciência para fazer valer os interesses da indústria que aposta suas fichas nos milagres da agrobiotecnologia . Os governos, os políticos, os cientistas, os comunicadores da ciência e a própria sociedade têm o direito de saber mais, de exigir que se avalie, com cuidado e intensamente, o seu impacto na saúde e no meio ambiente.&lt;br /&gt;A divulgação científica pode construir o ambiente propício para esse diálogo, mas ela deve, antes disso, libertar-se destes condicionamentos que o seu DNA lhe impõe. Urge, pois, promover uma manipulação genética no processo atual de divulgação científica, introduzindo-lhe os genes benéficos da liberdade, da responsabilidade e do interesse público.&lt;br /&gt;É fundamental, para tanto, continuar defendendo a tese de que a ciência e a tecnologia contemporâneas não podem mais ser assunto exclusivo de cientistas, de institutos e empresas de pesquisa, e de seus patrocinadores. Todos nós temos o direito inalienável de participar do processo democrático de avaliação dos impactos sociais da ciência e da tecnologia. Por mais que respeitemos os nossos cientistas, as nossas universidades, os nossos institutos de pesquisa e as nossas empresas e reconheçamos o seu trabalho e o seu empenho para construir um mundo melhor, não podemos, sob nenhuma hipótese, deixar que decidam por nós. Esperamos que os comunicadores da ciência, conscientes e engajados, contribuam para que possamos assumir, com competência, o papel que nos cabe neste debate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115836283539999046?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115836283539999046/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115836283539999046' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836283539999046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836283539999046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/decifrando-o-dna-do-jornalismo.html' title=''/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115836274012853591</id><published>2006-09-15T16:25:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T16:25:40.133-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Jornalismo Científico: " tá tudo dominado"?Prof. Dr. Wilson da Costa Bueno&lt;br /&gt;A corrida pela leitura do " livro da vida", o " arrendamento" da nossa base de lançamento de foguetes para os EUA, o lobby de laboratórios internacionais para a liberação de novas drogas e os interesses em disputa no universo dos transgênicos escancaram a relação, cada vez mais perigosa, entre a produção de C &amp; T e o jogo (nem sempre limpo) da política e do mercado.&lt;br /&gt;Talvez seja essa a discussão mais premente a se empreender no Jornalismo Científico, tendo em vista o fato de que essa relação compromete definitivamente a independência e a qualidade da informação em ciência e tecnologia.&lt;br /&gt;A mídia, mais antenada com a busca de audiência e a transformação da notícia em espetáculo, na maioria das vezes, faz a sua parte neste jogo, postando-se invariavelmente ao lado dos que postulam o atrelamento da ciência e da tecnologia ao mundo do capital (que, por sua vez, define e constrange o mundo da política).&lt;br /&gt;Com raras exceções, a cobertura de ciência e tecnologia, realizada pelos meios de comunicação, está à mercê de fatos espetaculares e vive em função de espasmos, pecando pela irregularidade e pela falta de especialização. Por isso, é tão difícil identificar profissionais de imprensa que trabalham exclusivamente neste campo, ainda que , felizmente, os que aí se postam sejam, em geral, lúcidos e competentes. Relegada a segundo plano (entregue a jornalistas sem experiência ou especialização), a cobertura de C &amp;amp; T acaba sendo fragmentada, não contextualizando as notícias e, sobretudo, alimentando, ingenuamente, a sanha dos que se apropriam do conhecimento científico visando unicamente auferir lucros (que podem ser espantosos, por exemplo no caso do Projeto Genoma Humano. Ou não é essa a única ambição da Celera?).&lt;br /&gt;Basta consultar os jornais, as revistas e a televisão brasileira para identificar medicamentos que prometem, a cada dia, curas milagrosas, " terapias alternativas" e seus gurus (dá para esquecer do " presepeiro" com " duas centenas de doutorados" que compareceu por duas vezes ao programa do Jô Soares e teve destaque na Isto É?) ou proclamam a superioridade do produto estrangeiro.&lt;br /&gt;As empresas transnacionais, as universidades estrangeiras e os Governos dos países hegemônicos dispõem de uma estrutura formidável de comunicação e dela se valem, com eficiência, para gerar pautas na mídia, legitimadas por publicações de prestígio, nem sempre isentas. O argumento, até há pouco tempo tomado como verdade, de que a informação é válida e relevante porque foi publidada numa grande revista (científica ou de divulgação científica) internacional, caiu recentemente por terra, desde que a relação espúria entre essas publicações e os departamentos de relações públicas de grandes organizações foi tornada pública.&lt;br /&gt;O cerco à informação científica independente e crítica está, portanto, se fechando, graças a esse esforço global de estabelecer, a qualquer custo, o sigilo e controle da informação científica, visando proteger os interesses e os ganhos de parceiros privados, cada vez mais recrutados para o financiamento de grandes projetos de C &amp; T.&lt;br /&gt;Evidentemente, o processo é irreversível, na medida em que é necessário reunir capital para bancar pesquisas onerosas, na maioria dos casos, de alto risco em termos do retorno do investimento realizado. Soa, portanto, quixotesco e ultrapassado, defender, nos dias de hoje, o rompimento da relação entre o público e o privado na produção de ciência e tecnologia. Mas devem existir limites a serem definidos, balizados sempre pelo interesse público.&lt;br /&gt;A pressão norte-americana para destruir o esforço brasileiro bem sucedido no combate à Aids somente para privilegiar a poderosa indústria farmacêutica é um exemplo deste constrangimento que vai contra a sociedade. O boicote à carne brasileira, sob o pretexto da contaminação pela " vaca louca" é outra aberração, devidamente rechaçada pelo Governo e pela opinião pública brasileira, que aproxima a ciência (afinal a doença existe e é um problema contemporâneo grave de segurança alimentar), o capital (o interesse da Bombardier) e a política (por isso, a reação natural da diplomacia brasileira à investida da burocracia canadense). O que dizer, então, da indústria tabagista que financia cientistas para, com pesquisas suspeitíssimas, atenuar as críticas à ação devastadora do fumo&lt;br /&gt;O Jornalismo Científico vive, pois, esse inferno astral. Talvez, em nenhum outro tempo, a informação de ciência e tecnologia tenha estado tão acuada quanto agora. As novas tecnologias, que, ao mesmo tempo, ampliam a possibilidade de disseminação do conhecimento, têm se mostrado, também, úteis para o controle da informação e sistemas não transparentes (embora já denunciados) como o Echelon estão por aí, espiando o que segue pela rede mundial e pelo fantástico mundo da comunicação digital.&lt;br /&gt;O papel da Universidade deve ser, neste momento, tanto de capacitar futuros jornalistas para a cobertura da ciência, como de estimular o debate sobre os compromissos da produção de ciência e tecnologia. Apoiada na história, na filosofia e na sociologia da ciência, deve priorizar a visâo crítica da produção científica, estabelecendo como parâmetros o interesse da coletividade, a ética e a democratização do conhecimento científico.&lt;br /&gt;Em função das ameaças concretas à isenção da informação científica, é fundamental rever o modelo que tem vigorado para a formação de futuros jornalistas para o trabalho na cobertura de ciência e tecnologia. Continua sendo importante (e isto não vale apenas para a ciência e a tecnologia) dispor de boas fontes, conhecer o assunto de que se fala, mas o jornalista precisa também (e deve, para isso, ser conscientizado pela universidade) desconfiar de quem entrevista e daquilo que lê para fundamentar as suas matérias. Boas fontes nâo significam fontes insuspeitas e instituições estabelecidas nem sempre são independentes. (Seria razoável imaginar que a CTNBio fosse fonte única para uma reportagem sobre transgênicos no Brasil?)&lt;br /&gt;A maioria das escolas de Jornalismo não inclui uma disciplina ou prática voltada para a produção de matérias de C &amp;amp; T e, se o fizerem, devem cuidar para que esteja disciplina ou prática esteja sob a responsabilidade de professores que tenham esta visão crítica da relação entre ciência e poder. Formar jornalistas com uma visão romântica da ciência e da tecnologia (apoiada no pressuposto de que a ciência e a tecnologia estão a serviço do bem comum) talvez seja, neste momento crítico, mais pernicioso do que continuar ignorando as peculiaridades deste segmento da cobertura jornalística. O que contribui para o incremento da massa crítica em Jornalismo Científico é a formação responsável, a priorização da qualidade naformação do profissional de imprensa.&lt;br /&gt;A ABJC – Associação Brasileira de Jornalismo Científico, que acaba de empossar a sua nova diretoria, constituída, basicamente, por jornalistas que militam na área, pode contribuir para este debate, aproximando-se da comunidade científica e, sobretudo, denunciando os desvios desta cobertura comprometida.&lt;br /&gt;Cabe a ela, juntamente com as universidades que se disponham a este exercício saudável, propor conteúdos e práticas que viabilizem a formação de um jornalista científico crítico, multiplicando as experiências bem sucedidas e ampliando o debate para que inclua não apenas os grandes centros , mas envolva os Estados e cidades onde o ensino de jornalismo é mais frágil.&lt;br /&gt;O aprofundamento do sigilo e do controle da informação científica precisa ser combatido com a colaboração dos cientistas e das entidades que os representam. Na verdade, é preciso reconhecer que a denúncia dos prejuízos do sigilo e do controle tem partido quase sempre dos cientistas, com raríssimas intervenções dos colegas das redações.&lt;br /&gt;O profissional de imprensa vive da livre circulação das informações e deve defender, com unhas e dentes, o seu acesso a elas. A ciência e a tecnologia moldam o mundo moderno, interferindo drastica e planetariamente na vida dos cidadãos, e, portanto, o seu processo de produção (os seus compromissos, os seus efeitos na sociedade) precisa ser acompanhado de perto.&lt;br /&gt;A ABJC tem ainda mais um papel: alinhar-se com jornalistas e cientistas empenhados na luta contra o avanço da pseudociência, buscando formas de conscientizar jornalistas, empresários de comunicação e o próprio Governo que a proliferação destas informações podem trazer sérios danos aos cidadãos, atraídos por notícias (e, particularmente, produtos) que prometem milagres. Mais do que isso, a pseudociência ocupa o espaço e o tempo (que já são escassos na mídia) que deveriam ser dedicados à informação qualificada em ciência e tecnologia.&lt;br /&gt;A missão dos que trabalham em Jornalismo Científico é, pois, grandiosa e só será completada através da conjugação de esforços, da vigília incessante, da humildade (infelizmente nem sempre uma virtude de jornalistas e cientistas) e da competência profissional.&lt;br /&gt;Dada a pressão dos que afiam as garras para se subjugar de vez a informação científica, o tempo urge. Se nada for feito a curto prazo, talvez tenhamos, jornalistas científicos, cientistas e pessoas comprometidas com a ciência e a tecnologia responsáveis, que engolir a seco o refrão que já vem crescendo: " no jornalismo científico, tá tudo dominado".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115836274012853591?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115836274012853591/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115836274012853591' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836274012853591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836274012853591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/jornalismo-cientfico-t-tudo.html' title=''/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115836241475865877</id><published>2006-09-15T16:18:00.001-07:00</published><updated>2006-09-15T16:20:14.766-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Guerra de patentes: Jornalismo Científico e alienação socialUlisses Capozoli&lt;br /&gt;De que trata o jornalismo científico e qual a importância dessa atividade para a sociedade?&lt;br /&gt;A resposta a estas questões certamente abre espaço para compreensão e encaminhamento de dificuldades que, sem uma perspectiva crítica, parecem não ter solução.&lt;br /&gt;O jornalismo científico trata de assuntos que vão, literalmente, de A a Z – o que, neste caso, pode incluir de astronomia a zoologia. Essa abrangência levanta uma segunda questão: como os jornalistas podem dar conta desta universalidade? Um astrônomo, metendo-se a zoólogo, por exemplo, não correria o risco de enfiar os pés pelas mãos?&lt;br /&gt;O tema é interessante e num outro momento voltaremos a ele. Agora, devemos dizer que este não é o caso de jornalistas que, quase sempre, não produzem informação primária, aquela retirada de forma bruta da fonte. O que não significa que jornalismo interpretativo (procedimento indispensável para o bom jornalismo, particularmente o jornalismo científico) não produza informação primária – neste caso, a inteligente, criativa e responsável interpretação dos fatos para que a sociedade se alimente dela e adote as melhores decisões para assegurar o que Galbraith chama com sonoridade de "bem estar social".&lt;br /&gt;É exatamente este o caso envolvendo a quebra de patentes para medicamentos destinados ao tratamento da Aids. Toda a imprensa publicou, na semana de 4 a 11 de março, a deflagração pela indústria farmacêutica, na África do Sul, de um processo jurídico de grandes proporções destinado a intimidar o governo daquele país a não importar medicamentos genéricos produzidos pelo Brasil e pela Índia para o tratamento da Aids.&lt;br /&gt;A iniciativa de mais de 40 gigantes farmacêuticos, entre elas a GlaxoSmithKline, a maior do mundo (Folha de S.Paulo, 6/3/2001, pág. A9) pressiona para que o governo sul-africano recue e invalide uma lei de 1997, criada durante o governo Nelson Mandela, e que autoriza a importação ou produção de genéricos. Detalhe: a África do Sul tem a maior população com o vírus do HIV em todo o mundo (4,2 milhões de pessoas).&lt;br /&gt;O protesto feito por milhares de manifestantes em frente ao Tribunal Superior de Pretória na segunda-feira (5/3) e a frase que repetiram aos gritos e à exaustão – "Vidas acima de lucros" – é a demonstração mais clara da arrogância, desumanidade e irresponsabilidade dos conglomerados farmacêuticos dispostos a trocar vidas humanas por lucros.&lt;br /&gt;A imprensa noticia, mas não interpreta acontecimentos como este. Por quê? Uma resposta sintética poderia ser: mediocridade. Mas isso pode, erroneamente, levar a crer que não existam jornalistas talentosos, inteligentes e angustiados com problemas como esses dentro das redações. Assim, é preciso acrescentar que a mediocridade resulta da postura ideológica adotada por empresários de comunicação, de completa submissão aos princípios do neoliberalismo e que podem ser traduzidos, estes sim, numa única palavra: lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desastres sociais&lt;br /&gt;Existem muitas maneiras de manipular a informação. Uma delas é tirar o destaque do assunto, dar num canto, num pé de página, ou, no caso dos telejornais, reduzir o tempo a uns poucos segundos. É uma forma cínica de se proceder e que, no Brasil, os interesses imediatistas e sumários do neoliberalismo levam às alturas.&lt;br /&gt;Há uma contradição elementar em agir dessa maneira. Como é possível, em países com o perfil social do Brasil, elevar os lucros às nuvens sem provocar um empobrecimento ainda maior da sociedade e levar, à exclusão completa, os que já vivem na zona sombria entre pobreza e miséria?&lt;br /&gt;A iniciativa arrogante e irresponsável da indústria farmacêutica na África do Sul, com a intenção de inibir quebra de patentes também no Brasil, traz de volta debates famosos do pós-guerra, quando corpos vaporizados pelas bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki levaram cientistas como Albert Einstein e Bertrand Russell a se perguntarem: para que serve a ciência?&lt;br /&gt;A ciência, afirmaram esses homens com a convicção de que defendiam a humanidade, é um patrimônio da humanidade e sua função é diminuir o sofrimento humano – como disse Freud a respeito da psicanálise.&lt;br /&gt;Hoje poderíamos acrescentar: e para que serve o jornalismo científico?&lt;br /&gt;O jornalismo científico deve contribuir para uma alfabetização crescente da sociedade para que ela tome consciência de que abusos desse tipo, cometidos em nome de um pretenso conhecimento exclusivo, levam a desastres sociais que podem e devem ser evitados. Caso contrário, a arbitrariedade, arrogância e ganância não terão limites. Em termos sociais, o princípio da ação/reação mostra que a conseqüência direta dessas atitudes é o crescimento da violência. E, aí, não basta construir presídios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação ambiental&lt;br /&gt;Tão perturbador quanto a negação de medicamentos para Aids a preços aceitáveis, o que a indústria farmacêutica se recusa a aceitar, mesmo em países pobres, é o problema da água. Essas são duas fontes de garantia da vida.&lt;br /&gt;Na edição de domingo (4/3) o Jornal do Brasil dedicou três páginas à água, uma delas uma entrevista com Lester Brown, diretor do The Worldwatch Institute. Brown é um pesquisador e divulgador de problemas ambientais em todo o mundo e, por sua postura humanista e responsável, certamente condenaria o processo de Pretória.&lt;br /&gt;Depois de recuar para a Idade Média, ao justificar acidentes provocados por pura negligência e irresponsabilidade no Rio de Janeiro, como resultado de conjunções astrológicas, é bom ver o velho JB voltar a um tema fundamental à vida. Essa deve ser uma obrigação comum, o sentido da imprensa. Mas, hoje, quando alguém cumpre suas obrigações, temos razões para comemorações e esperança.&lt;br /&gt;A edição de Veja (28/2/2001) também tratou de água na matéria "A lenta agonia de um símbolo brasileiro", o rio São Francisco. Em duas página e meia, a repórter Gisela Sekeff escreveu um impressionante relato desse rio chamado "da integração nacional". Em muitos pontos, o leito assoreado do "Chicão" já não permite a navegação. Espécies animais e vegetais desapareceram de suas águas ou deixaram as lagoas que secaram às suas margens.&lt;br /&gt;Refugos venenosos de mineração e garimpo, esgoto urbano e erosão de terras ocupadas por uma agricultura apressada estão entre os destruidores do rio. Sem contar a introdução de espécies estranhas à sua fauna – caso dos predadores tucunarés, que predominam nas represas de hidrelétricas, pontos em que o fluxo do rio é estrangulado para gerar energia.&lt;br /&gt;Em agosto, informa Veja, começa o projeto de transposição das águas do São Francisco para irrigar o sertão de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Serão 1.440 quilômetros de canais e tubulações cortando terras estorricadas. Se iniciativas parecidas não tivessem resultado em completo desastre, seria o caso de apostar no otimismo. As secas do Nordeste, no entanto, são tragédias mais políticas do que ambientais.&lt;br /&gt;Com propósitos louváveis à primeira vista, as águas de dois rios (Amu Daria e Syr Daria) que abasteciam o Mar de Aral, na antiga União Soviética, tiveram suas águas desviadas, nos anos 60. A intenção era dotar o país de autosuficiência em algodão. O algodão cresceu, mutiplicou-se, abasteceu o país e deixou sobras para a exportação. Mas o que parecia um benção acabou como praga bíblica. O Mar de Aral está secando, espalhando doenças respiratórias e câncer por toda sua antiga margem que, em alguns casos, recuou em mais de 30 quilômetros e continua encolhendo.&lt;br /&gt;No deserto, que já foi o antigo leito do mar, navios pesqueiros apodrecem calcinados pelo Sol e corroídos por tempestades de areia. A atividade pesqueira foi encerrada e o desemprego e a fome espalham-se pela região.&lt;br /&gt;Problemas bastante complicados também manifestaram-se na foz do rio Colorado, no Golfo da Califórnia. No passado, uma região de rica biodiversidade, o estuário do Colorado, rio que esculpiu o Grand Canyon e teve parte de suas águas desviadas para a agricultura, é atualmente uma fonte crescente de dificuldades ambientais.&lt;br /&gt;Às vésperas de se fazer, no Brasil, um empreendimento como o desvio de águas do São Francisco, qual a postura da imprensa quanto aos seus inevitáveis desdobramentos, incluindo os positivos?&lt;br /&gt;A destruição do Mar de Aral foi considerada o maior desastre ambiental do século 20. Já o efeito-estufa, provocado especialmente pelo gás carbônico, resultado da destruição de florestas e atividade industrial sem cuidados ambientais, pode ser a maior catástrofe já produzida pela humanidade.&lt;br /&gt;O terceiro relatório do Comitê Intergovernamental de Mudanças Climáticas, aprovado em Xangai em meados de fevereiro e divulgado por toda a mídia, considera existir "novas e fortes evidências de que a maior parte do aquecimento do Planeta, ao longo dos últimos 50 anos resulta de atividades antrópicas".&lt;br /&gt;Aí voltamos ao ponto de partida. A imprensa publica, mas sem a interpretação e didatismo que o assunto exige. Educação ambiental é uma necessidade inadiável que a imprensa deve entender como uma prestação de serviço. Para isso é fundamental que os principais jornais brasileiros disponham de suplementos científicos. Por que imitamos, em detalhes, o modelo do jornalismo norte-americano e, no caso dos suplementos científicos, fechamos os olhos? Por despreparo e analfabetismo científico de diretores de redação e donos de jornais.&lt;br /&gt;O problema é que o custo dessa ignorância tende a ser elevado e, mais uma vez, distribuído especialmente entre os mais desfavorecidos. É essa gente que mora em encostas perigosas, fundos de vales e áreas alagadiças, fadados a ser especialmente fustigadas por tempestades previstas nas mudanças ambientais. Pode parecer catastrofismo, mas é o que prevêem as simulações físico-matemáticas. No fundo, todos pagam. Uns mais que outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assunto complexo&lt;br /&gt;A Folha de S.Paulo (2/3/2001, pág A11) trouxe, com o destaque que merece, investigações de que William Shakespeare teria sido um consumidor metódico de cannabis, a conhecida maconha. O Correio Braziliense deu em pé de página, o Jornal do Brasil numa pequena nota. O Estado de S.Paulo nem tocou no assunto.&lt;br /&gt;A pesquisa é um assunto científico, resultado do trabalho de dois pesquisadores sul africanos (Frances Thackery e Nick van der Merwe). Tanto é que foi publicada pelo South African Journal of Science.&lt;br /&gt;Defensores de uma pretensa moralidade ferida condenaram o estudo. Stanley Wells, do Sheakespeare Birthplace Trust, segundo a Folha, argumenta que dos 8 milhões de pessoas que consomem cannabis na Inglaterra nenhuma escreve como Shakespeare.&lt;br /&gt;Por que deveriam, caro senhor?&lt;br /&gt;Shakespeare foi um gênio da literatura e se recorreu, realmente, à cannabis, certamente foi para dar liberdade à criatividade que tinha e não para procurá-la em outro lugar. Não distinguir essa situação é não justificar a classificação profissional de "intelectual", alguém que deve pensar, fazer funcionar o intelecto, antes de abrir a boca.&lt;br /&gt;O assunto "drogas", complexo e com profundas raízes em desajustes sociais como o desemprego (entre muitos outros), apesar de andar literalmente pelas ruas ainda é tabu para boa da imprensa. Neste caso, a única abordagem aceita é a policial.&lt;br /&gt;É claro que a cannabis produz efeitos psicológicos e, senão em todos, pelo menos em parte dos casos leva a uma dependência, ainda que mais leve do que a das drogas pesadas como a cocaína, a heroína ou o crack. Se não produzisse efeitos, a cannabis não seria consumida.&lt;br /&gt;Em partes da Europa, nos Estados Unidos e no Brasil foi cultivada e consumida (dona Carlota Joaquina, a fogosa esposa de D. João VI que o diga) até a Segunda Guerra Mundial sem maiores estardalhaços. Acabou abolida por pressão norte-americana, resultado de uma disputa interna pelo controle da Lei Seca que vigorara antes disso, e da ascensão social de classes baixas, nos EUA, depois da crise dos anos 20.&lt;br /&gt;Plantas mágicas, alucinógenas ou qualquer nome que tenham são um assunto mais complexo que permite ver a interpretação policial.&lt;br /&gt;Richard Evans Schultes, diretor do jardim botânico da Universidade de Harvard e Albert Hofmann, químico e sintetizador do LSD, escreveram um livro belíssimo, com a complexidade que o assunto requer: Plants os the Gods: origins of hallucinogenic use. Num certo momento, mostram que a estrutura química de plantas alucinógenas imita a estrutura química de substâncias produzidas pelo cérebro, as endorfinas. Isso significa que eles podem atuar como uma gazua, uma chave falsa, capaz de abrir a fechadura das células nervosas.&lt;br /&gt;Pura coincidência? Difícil acreditar que essa seja a melhor resposta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115836241475865877?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115836241475865877/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115836241475865877' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836241475865877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836241475865877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/guerra-de-patentes-jornalismo.html' title=''/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115836231463914542</id><published>2006-09-15T16:18:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T16:18:34.646-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O que é militância em Jornalismo Científico?Wilson da Costa Bueno*&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Muitos profissionais, especialmente os que se proclamam não políticos, sem ideologia, sintonizados com a verdade e a objetividade jornalística, costumam repudiar a militância em Jornalismo, como se o compromisso com idéias ou causas fosse um equívoco. A maioria deles, no entanto, pratica a militância, mesmo que não dêem conta disso. Até porque estar neutro  é uma condição absolutamente militante. Não se pode ficar neutro quando se contempla a injustiça social, quando se dá de cara com governantes corruptos, quando se surpreende lobbies poderosos afrontando o interesse público ou quando se flagra madeireiros devastando a Amazônia brasileira.&lt;br /&gt;O problema está em definir o que seja militância no fazer jornalístico.Alguns provavelmente confundem militância com filiação partidária e, querendo se mostrar distantes das mazelas praticadas pelos partidos brasileiros, optam por não assumir essa condição. Há quem acredite que militância é o atributo que une jovens empunhando bandeiras pelas ruas, gritando slogans sem sentido, como os moços da TFP – Tradição, Família e Propriedade que nos atormentavam nos faróis, em tempos idos, contra o “dragão do comunismo”.  Há pessoas que identificam militância com o MST e, seduzidas pelos jornalões, imaginam que , de uma hora para outra, centenas de simpatizantes virão tomar as suas propriedade, adquiridas com muito suor e lágrimas.&lt;br /&gt;Militância em Jornalismo não pode e não deve ter essa leitura.&lt;br /&gt;Ser militante não é fazer parte de um “tribo” qualquer e andar em grupo tentando convencer os outros a adotarem posições extremadas. Ser militante não é tapar os olhos e desobedecer à razão para não enxergar o outro lado, como se existisse apenas uma única verdade (a que defendemos). Ser militante não significa estar disposto a pegar em armas para fazer valer, a qualquer custo, as nossas convicções.&lt;br /&gt;Ser militante significa apenas defender, com coragem, as nossas posições, ainda que elas possam nos criar embaraços junto a patrões ou colegas da redação. O não militante está sempre disposto a abdicar das suas posições para não perder o emprego, para conseguir clientes, para ser aceito em um grupo do qual possa extrair vantagens. O não militante tem uma ética muito particular: busca estar de bem com a maioria e, especialmente, com os que detêm o poder.&lt;br /&gt;A militância em Jornalismo significa não abrir mão de investigar, não ser seduzido pelo canto de sereia das pautas encomendadas e dos releases encaminhados por agências competentes a serviço de empresas sem escrúpulos. A militância significa confrontar fontes, suspeitar das notícias que nos são jogadas no colo, enxergar além da notícia.&lt;br /&gt;O militante perde o furo, mas não perde a dignidade.&lt;br /&gt;Ser militante em Jornalismo Científico significa efetivamente ter compromissos. Em primeiro lugar, o militante deve assumir que a ciência e a tecnologia constituem-se em mercadorias valiosas e que algumas empresas (ou governos) fazem tudo (realmente qualquer coisa) para vencerem os seus adversários. Não se sentem envergonhados em ludibriar a opinião pública e têm justificativas prontas para ações lesivas à sociedade. Em segundo lugar, deve ter presente que os veículos nos quais trabalham, na verdade, são também negócios (hoje, a maioria deles verdadeiros balcões) e que os limites entre a informação e o marketing (no mau sentido) são cada vez mais frágeis. Em geral, estão mais preocupados em conseguir anúncios e, portanto, em atrair os anunciantes do que em oferecer informação qualificada para a sua audiência (leitores, radiouvintes, telespectadores ou internautas).&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, precisa respeitar a diversidade de idéias e as minorias. O militante não é um “pitbull da informação”, embora deva saber morder os fundilhos dos que realmente merecem.&lt;br /&gt;O militante persevera, não abre mão dos seus princípios, não defende a tese de que “profissional é aquele que agrada ao cliente, independente de quem ele seja”. O militante sabe separar o joio do trigo e não justifica, por quaisquer motivos, o fato de ter recebido dinheiro ou apoio de organizações socialmente irresponsáveis.&lt;br /&gt;O jornalista científico (acho que a observação vale para qualquer jornalista) não produz matérias monofontes , obtidas em entrevistas coletivas, regadas a vinho e camarão, nem anda de braços dados com a indústria tabagista, a indústria de armas e boa parte da indústria agroquímica, da indústria da saúde. Não tenta convencer a sociedade de que a Souza Cruz ou Philip Morris são socialmente responsáveis (porque matam milhões por ano com os seus produtos e insistem em propagá-los), de que a Monsanto quer na verdade matar a fome com os transgênicos  e que está nos poupando do uso intensivo de agrotóxicos (quando, na prática, está buscando, obsessivamente, o monopólio da sua linha “Round up” para agradar os seus acionistas, ávidos por lucros). O jornalista científico militante identifica os monopólios (de sementes, de medicamentos, de agroquímicos) e consegue perceber as diferenças entre a alternativa do software livre e a gigante Microsoft (ainda que o Bill Gates se coloque como um mecenas da humanidade).&lt;br /&gt;O jornalista científico militante está interessado não apenas na grande descoberta, mas no impacto que ela possa acarretar para a sociedade. Ele contextualiza, ele busca perceber além do fato em si e não adota, nunca, uma posição ingênua. É cético, por excelência, porque admite que não existe verdade imutável, como tem aprendido, ao longo da sua vida, com a história da ciência. Ele separa os cientistas do bem dos cientistas do mal (hoje, em sua maioria, voltado para os interesses militares e comerciais) e desconfia das teorias revolucionárias e da lábia fácil dos pseudocientistas.&lt;br /&gt;O jornalista científico militante resiste às investidas e à chantagem dos poderosos e denuncia o assédio dos grandes interesses.&lt;br /&gt;Militância é um compromisso. O jornalista científico que não tem compromisso algum costuma fazer o jogo dos outros. Ele vende a sua pena e a sua fala sem se aperceber disso. Ele é um ingênuo, porque acredita que está contribuindo para o progresso da ciência e da sociedade, quando está se reduzindo a um mero porta-voz de empresas, governos e pessoas mesquinhas. Para não ser taxado de radical , prefere ficar em cima do muro. É um omisso, um acomodado, um covarde. Não tem espinha e se curva facilmente para obter favores.&lt;br /&gt;A imprensa brasileira precisa de mais militância, de menos oficialismo, de mais compromisso. Talvez seja mais fácil não ter posição, submeter-se ao poder, fingir que nada vê e nada ouve. Mas essa postura encerra uma armadilha perigosa. Quem perde a dignidade, não serve pra coisa alguma. No fundo, os empresários inescrupulosos, os poderosos, os patrões autoritários respeitam mesmo os que militam. Por isso, empenham-se tanto em destruí-los. O não militante é como um outdoor velho, perdido na paisagem.  Ninguém liga pra ele, embora ocupe espaço. É apenas um nome a mais na folha de pagamento. Um dia, pela sua absoluta inutilidade, será descartado. Militantes não são fáceis de substituir, mas gente sem coragem e sem caráter se encontra em qualquer esquina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115836231463914542?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115836231463914542/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115836231463914542' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836231463914542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836231463914542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/o-que-militncia-em-jornalismo.html' title=''/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115836216747879369</id><published>2006-09-15T16:15:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T16:16:07.483-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mídia, Ciência, Tecnologia e SociedadeProfa. Dra. Graça Caldas&lt;br /&gt;Divulgação da ciência, formação do jornalista científico e relação entre cientistas e jornalistas, são temas freqüentes e recorrentes em congressos brasileiros, quando se discute o papel do jornalismo científico na formação da opinião pública. No VII Congresso Iberoamericano de Periodismo Científico, realizado em Buenos Aires, de 16 a 18 de novembro, a situação não foi diferente. Embora o tema geral tenha sido "Ciência, Tecnología Y Sociedad", a grande maioria dos trabalhos apresentados limitou-se a fazer relatos de experiência de divulgação em escolas, museus e na mídia.&lt;br /&gt;Raros foram os trabalhos que se dedicaram a refletir sobre o papel do jornalismo científico numa perspectiva política e econômica, em que as relações de poder envolvendo as políticas científicas e tecnológicas fossem, de fato, objeto de debate. Afinal, qual é o papel do jornalismo científico?&lt;br /&gt;O jornalista científico não deve se limitar à função de mero "tradutor" da fala do cientista e divulgador de sua produção, por mais relevante que seja. A função estratégica da C&amp;T, o impacto da produção científica e tecnológica sobre o meio ambiente e o bem-estar da sociedade em geral, exigem uma mudança substancial na relação entre o jornalista, cientista e sociedade. É preciso acabar com a dependência do jornalista ao discurso científico por falta de capacitação e visão crítica sobre o processo de produção do conhecimento.&lt;br /&gt;Por desconhecimento da história da ciência, das relações de poder que envolvem a área, os jornalistas raramente discutem a política pública para a área de ciência e tecnologia. Quando o fazem, estão praticamente centrados na abordagem do volume e distribuição de recursos, além de programas de bolsas de estudos. Não se observa, cotidianamente, uma reflexão sobre o modelo brasileiro de políticas públicas de C&amp;amp;T, quais pesquisas estão sendo financiadas, seus resultados, distribuição geográfica, critérios de financiamento e relevância social.&lt;br /&gt;A divulgação da ciência passa, necessariamente, pela perspectiva crítica da produção do conhecimento, papel do qual o jornalista científico não deve abrir mão. Integrar a sociedade brasileira no debate sobre a política científica nacional é tarefa inadiável. Essa discussão não pode ficar restrita aos fóruns acadêmicos, governamentais, empresariais ou veículos especializados. Nesse contexto, o papel da mídia é insubstituível.&lt;br /&gt;Em assuntos polêmicos e controversos como clonagem e transgênicos, em que a própria comunidade científica divide-se com argumentos contrários e favoráveis, a opinião pública fica confusa, sem conseguir tomar uma posição. A complexidade natural de temas que envolvem a informação científica, sua influência na vida das pessoas e as relações de poder embutidas nos processos decisórios, na esfera pública ou privada, fazem com que esta seja uma área peculiar de cobertura jornalística.&lt;br /&gt;Assuntos científicos e tecnológicos exigem cuidados adicionais na re/construção da informação. Face aos impasses e desafios provocados pela ciência moderna, essa discussão deve ser ampliada e contextualizada numa perspectiva histórica, política, econômica e social, qualificando a opinião pública para que, por meio de suas representações sociais, possa tornar-se sujeito ativo no processo de formulação de políticas públicas de C&amp;amp;T para o país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115836216747879369?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115836216747879369/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115836216747879369' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836216747879369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836216747879369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/mdia-cincia-tecnologia-e.html' title=''/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115836196258526177</id><published>2006-09-15T16:08:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T16:12:42.590-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Jornalismo Científico é pauta na Academia&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há exatamente 20 anos, era defendida no Brasil a primeira tese sobre Jornalismo Científico numa universidade brasileira. Uma novidade porque, àquela época, praticava-se já por aqui o Jornalismo Científico, com grande competência, mas poucos eram os estudos e pesquisas desenvolvidos a respeito em nossas universidades.  Na verdade, a exceção era mesmo a Escola de Comunicações e Artes da USP, onde, por iniciativa do prof. José Marques de Melo, chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração, se promoveu o primeiro curso de especialização na área, sob a responsabilidade de Calvo Hernando, um dos patronos do Jornalismo Científico na Iberoamerica. Data desta época também a experiência pioneira da AUN – Agência Universitária de Notícias, também na ECA/USP, que , com a participação dos alunos de Jornalismo, divulgava sobretudo para os jornais do interior a pesquisa realizada nesta Universidade.&lt;br /&gt;Num segundo momento, a UMESP – Universidade Metodista de São Paulo, mais uma vez pela iniciativa do prof. José Marques de Melo, criou uma linha de pesquisa em seu Programa de Pós-Graduação para  a Comunicação Científica, que tem, até hoje, sido responsável pelo maior número de dissertações de mestrado e teses de doutorado sobre Jornalismo Científico.&lt;br /&gt;Embora algumas iniciativas isoladas tenham pontuado aqui e acolá, apenas recentemente a Academia descobriu a importância do Jornalismo Científico e dedicou a ele espaço merecido nos cursos de Jornalismo.&lt;br /&gt;Pesquisa recente, divulgada no último Congresso Brasileiro de Jornalismo Científico, realizado em outubro de 2004, em Salvador/BA, e coordenada pela profa. Graça Caldas (que hoje responde por esta linha de pesquisa na pós-graduação da UMESP, com os colegas Isaac Epstein e Beth Gonçalves), concluiu que somente 10% dos cerca de 200 cursos de Jornalismo em atividade no Brasil oferecem disciplinas com conteúdos afetos ao Jornalismo Científico e à Divulgação Científica. Pouco, muito pouco, se admitirmos que seria mais ou menos óbvio que , nas universidades, onde se produzem pesquisas relevantes, devesse haver um esforço real de capacitação em sua divulgação. Afinal de contas, o conhecimento científico só tem sentido se for compartilhado com a sociedade que, quase sempre, o financia. De qualquer forma, um olhar mais complacente revelará que a maioria deles foi criada nos últimos anos, o que, pelo menos, nos deixa antever um cenário mais favorável para o futuro.&lt;br /&gt;Mas, apesar destas resistências ou falta de perspectiva, demos um salto enorme nos últimos 10 anos, com a criação de cursos de especialização (Unicamp – certamente o mais prestigiado, Unitau, PUC/SP) e a promoção de inúmeros eventos (cursos, seminários, congressos etc) sobre Jornalismo Científico. Um espaço importante se abre na Universidade Federal de Santa Catarina e há um trabalho de excelente nível na Fiocruz e na UFRJ, respectivamente capitaneados pela Luisa Massarani e pelo prof. Ildeu de Castro Moreira. Recentemente, têm sido propostos, inclusive, cursos a distância nessa área, como os promovidos pela Comtexto, mas iniciativas de colegas da Fiocruz (Cláudia Jurberg em particular) foram pioneiras neste sentido e são referência neste breve história do ensino em Jornalismo pela Web. Se incluirmos nesta área o Jornalismo Ambiental, podemos citar outras iniciativas que têm sido desenvolvidas com sucesso no País, valendo mencionar, especialmente, os cursos sob a responsabilidade da profa. Ilza Tourinho Girardi, no Rio Grande do Sul. A Univap está finalizando uma proposta ambiciosa para capacitação nessa área, com a coordenação da profa. Fabíola de Oliveira, e que, certamente, consolidará este novo perfil para o ensino do Jornalismo Científico em nosso País.&lt;br /&gt;Pode-se imaginar que estamos num momento importante de transição e que a tendência é o crescimento irreversível da presença do Jornalismo Científico na universidade brasileira. Já se pode aquilatar esta nova situação pelo número de estudos e pesquisas realizados nos cursos de especialização, nos Programas de Pós-Graduação e, mais recentemente, pelos alunos de graduação para os TCCs – Trabalhos de Conclusão de Curso. Outra forma de avaliação é os trabalhos apresentados nos congressos (em particular o da Intercom, que inclusive tem um Grupo de Trabalho dedicado à Comunicação Científica e Tecnológica, e o Celacom, promovido pela Cátedra UNESCO/UMESP).&lt;br /&gt;Este espaço na Academia é fundamental porque permite uma reflexão mais aprofundada sobre a prática do Jornalismo Científico, ao mesmo tempo em que contribui para despertar novas vocações. Hoje, em função desta parceria mercado x universidade, o Jornalismo Científico brasileiro ocupa posição importante no cenário internacional e, com a Web, tende a crescer, consideravelmente, nos próximos anos. Há, portanto, uma esperança renovada de que a divulgação científica e o Jornalismo Científico possam, em breve, reivindicar um espaço e um tempo mais generosos na mídia brasileira. Há outros desafios além dessa presença maior, mas, certamente, eles serão também paulatinamente vencidos. Um primeiro passo, um grande passo já foi dado. Depende de cada um de nós, o sucesso da jornada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115836196258526177?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115836196258526177/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115836196258526177' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836196258526177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836196258526177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/jornalismo-cientfico-pauta-na-academia.html' title=''/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115836171445624646</id><published>2006-09-15T16:07:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T16:08:34.456-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Intuição feminina é mito, afirma estudo com 15 mil no Reino UnidoSteve ConnorDo “Independent”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A intuição feminina é um mito, segundo um estudo britânico. Um teste conduzido pela Internet que verificou a capacidade de identificar a veracidade da expressão facial de uma pessoa revelou que, se é que há algo a concluir, os homens são até melhores que as mulheres quando o assunto é perceber se algo está errado. Mais de 15 mil pessoas participaram do experimento on-line durante duas semanas.Os pesquisadores queriam testar o quão facilmente era possível dizer se o sorriso de uma pessoa era genuíno ou falso e se algumas pessoas eram melhores do que outras para detectar os hipócritas.As pessoas viram dez pares de fotografias com rostos sorridentes; um sorriso de cada par era genuíno e o outro, falso.Richard Wiserman, da Universidade de Hertofordshire, em Hatfield, que organizou o teste para o Festival Internacional de Ciência de Edimburgo, na Escócia, disse: “Reunimos uma grande quantidade de informações, e análises iniciais já forneceram algumas descobertas fascinantes”.Antes de aplicar  o teste, os cientistas pediam aos voluntários para que classificassem a própria habilidade intuitiva ao julgar o rosto de uma pessoa. As mulheres se classificaram mais freqüentemente intuitivas, com 77% delas se dizendo altamente intuitivas contra 58% dos homens.Ainda assim, quando eles checaram os resultados da avaliação dos rostos, houve pouca diferença entre os sexos: homens apontaram 72% dos sorrisos genuínos contra 71% das mulheres.O mais intrigante foi que os homens pareciam ser mais capazes de detectar sorrisos falsos de mulheres. Eles apontaram 76% dos sorrisos falsos femininos, e as mulheres só detectaram 67% dos sorrisos falsos masculinos.O estudo também tentou apontar qual parte da face dá mais pistas sobre a veracidade dos sorrisos.Quando a parte de baixo da face era mascarada, a habilidade de detectar um sorriso falso se perdia, mostrando a importância da boca para expressar felicidade.&lt;br /&gt;Wiserman disse que o estudo mostrou que os homens são melhores em fraudar um sorriso, com os participantes detectando apenas 65% dos sorrisos falsos masculinos, comparado a 74% dos sorrisos falsos femininos.  &lt;br /&gt;Comentário de Zé JC, o repórter da ciência: Não sei não, acho que as mulheres percebeam a intenção dos pesquisadores e fraudaram o teste. Só para deixá-los em maus lençóis. Afinal de contas, pelo que se soube, os cientistas eram, em sua maioria, homens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115836171445624646?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115836171445624646/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115836171445624646' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836171445624646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836171445624646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/intuio-feminina-mito-afirma-estudo-com.html' title=''/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115836157938515585</id><published>2006-09-15T16:04:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T16:06:19.390-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Jornalismo Científico&lt;br /&gt;O Jornalismo Científico diz respeito à divulgação da ciência e tecnologia pelos meios de comunicação de massa, segundo os critérios e o sistema de produção jornalísticos&lt;br /&gt;É importante, pois, atentar para as duas partes essenciais desta expressão e que definem o conceito: o Jornalismo e o Científico. Isso porque é possível encontrar, nos meios de comunicação de massa, onde se manifesta a atividade jornalística, textos, artigos ou materiais sobre temas de ciência e tecnologia e que não podem ser considerados jornalismo cientifico, exatamente porque não são, em princípio, jornalismo. Estranho? Nem tanto: nos jornais e revistas, estão incluídos os anúncios e estas mensagens são publicidade e não, jornalismo. Repetindo a lição: nem tudo que fala sobre ciência e está escrito em jornais ou revistas é jornalismo científico.&lt;br /&gt;Outro exemplo: uma coleção de fascículos sobre história da ciência e da tecnologia, encartada num jornal ou revista,  não se constitui em exemplo de Jornalismo Científico. Ela está localizada no campo da editoração, que é outra coisa.&lt;br /&gt;Mais dois exemplos? O Caderno Resenhas, publicado pela Folha de São Paulo, a partir de um acordo com a Universidade de São Paulo, discorre sobre temas de ciência, mas não faz qualquer concessão ao discurso jornalístico, nem tem qualquer compromisso com a atualidade. Alguns artigos publicados pela revista Ciência Hoje, da SBPC, escritas por pesquisadores,  apesar de bem ilustradas, não podem ser incluídos na categoria Jornalismo Científico. Não porque não sejam bons, mas porque nada tem a ver com o Jornalismo.&lt;br /&gt;Não se quer dizer, com isso, que todos estes materiais não sejam importantes e não devam ser consultados. Pelo contrário, devemos levantar as mãos para os céus, quando um veículo de comunicação se dispõe a produzir fascículos sobre história da ciência e da tecnologia, louvar o aparecimento do Caderno Resenhas e agradecer, pelo resto da vida, à SBPC pela revista Ciência Hoje, a mais importante contribuição à divulgação cientifica da ciência e da tecnologia nacionais.&lt;br /&gt;Divulgação científica e Jornalismo Científico não são a mesma coisa, embora estejam muito próximas. Ambos se destinam ao chamado público leigo, com a intenção de democratizar as informações (pesquisas, inovações, conceitos de ciência e tecnologia), mas a primeira não é jornalismo. É o caso, tanto dos fascículos como   de uma série de palestras que traduz em linguagem adequada a ciência e a tecnologia para o cidadão comum. Assim como os fascículos, palestra não se enquadra dentre os gêneros do Jornalismo. Mais uma coisa para guardar: o Jornalismo Científico é um caso particular de Divulgação Científica: é uma forma de divulgação endereçada ao público leigo, mas que obedece ao padrão de produção jornalística. Mas nem toda a Divulgação Científica se confunde com Jornalismo Científico. Os fasciculos são um exemplo, as palestras para popularizar a ciência são outro e os livros didáticos mais um ainda.&lt;br /&gt;Já o Caderno Resenhas nem seria divulgação científica porque o público a que se destina não é o cidadão comum. O que seria, então? Aí temos uma outra modalidade de difusão de ciência e tecnologia, chamada disseminação científica, que é aquela que tem como público-alvo os especialistas, os próprios pesquisadores e cientistas. A disseminação científica ocorre também nas revistas científicas, nos materiais (comunicações, pesquisas e ensaios) apresentados nos eventos científicos e assim por diante.&lt;br /&gt;Então, é preciso ficar claro: Jornalismo Científico, Divulgação Científica e Disseminação Científica são conceitos diferentes e exprimem manifestações diversas do processo amplo de difusão de informações sobre ciência e tecnologia.&lt;br /&gt;É importante perceber isso? Achamos que sim. E se a Folha de S. Paulo tivesse esta consciência, não distribuiria 400 mil ou mais exemplares do Caderno de  Resenhas, encartados no jornal, se, por definição e linguagem, eles são acessíveis talvez (sendo muito otimista) a um 10% deste total. Uma dica: distribuir de graça para os interessados, o  que fica reduziria sensivelmente os custos. O papel utilizado, a distribuição e a  impressão destes Cadernos implica em custos elevados e não há dúvida de que a maior parte dos leitores descarta, de pronto, o Cadernos, sem ao menos folheá-lo. Afinal de contas, nem tudo que vem com a edição do jornal é para ser lido, não é mesmo? Um lembrete : os Cadernos são importantíssimos, mas talvez a mídia não seja a mais adequada, porque não é este o perfil básico do leitor de um jornal de informação geral, mesmo sendo de prestígio, como a Folha de S. Paulo.&lt;br /&gt;O Jornalismo Científico, que deve ser em primeiro lugar Jornalismo, depende estritamente de alguns parâmetros que tipificam o jornalismo, como a periodicidade, a atualidade e  a difusão coletiva. O Jornalismo, enquanto atividade profissional, modalidade de discurso e forma de produção tem características próprias, gêneros próprios e assim por diante.&lt;br /&gt;Já tivemos suplementos de ciência nos jornais que eram produzidos por cientistas e pesquisadores, nem um pouco comprometidos com o Jornalismo. Simplesmente, eram reproduzidos nos jornais e revistas textos ou ensaios inéditos ou já apresentados em congressos científicos, quase sempre inacessíveis ao leitor comum. Jornalismo Científico? De forma alguma.  Então, disto isto, está tudo dominado?&lt;br /&gt;O Brasil tem uma larga tradição no Jornalismo Científico e alguns pesquisadores da história do Jornalismo, como o prof. dr. José Marques de Melo, já percebiam manifestações desta modalidade de Jornalismo no século 19, em  Hipólito da Costa, fundador do Correio Braziliense.&lt;br /&gt;O decano do Jornalismo Científico Brasileiro é José Reis que, há mais de 50 anos, escreve regularmente na Folha de S. Paulo e que tem contribuição relevante tanto ao jornalismo e à  divulgação científicos como à ciência nacional, destacando-se como emérito pesquisador. A USP mantém, há muitos anos, o Núcleo José Reis que promove, sistematicamente, cursos, edita publicações e realiza pesquisas em Jornalismo Científico. José Reis também é o nome de um concurso nacional para premiar iniciativas na área do Jornalismo e da Divulgação Científica. Internacionalmente, dentre tantos outros estudiosos e pesquisadores, é imperioso ressaltar a contribuição de Manuel Calvo Hernando, jornalista e professor espanhol, que há décadas vem formando e estimulando a criação de núcleos de jornalismo científico em toda a América Latina. Os trabalhos de Calvo Hernando são referência nos estudos e pesquisas em Jornalismo Científico e é incansável o seu trabalho, desenvolvido junto à Associação de Jornalismo Cientifico na Espanha e na Associação Iberoamericana de Jornalismo Científico, da qual foi presidente e continua atuante como diretor.&lt;br /&gt;O Jornalismo Científico brasileiro tem se profissionalizado nos últimos anos a partir, sobretudo, da contribuição da Universidade, com a constituição de agências experimentais de notícias em que há participação efetiva dos futuros profissionais de jornalismo. A FAPESP, recentemente, instituiu um projeto para incentivo à formação de jornalistas científicos. A UMESP tem uma área de pesquisa há algum tempo, em seu programa de pós-graduação em Comunicação Social, voltada para a comunicação científica (e o jornalismo científico, em particular), com dezenas de dissertações e teses já defendidas. A Universidade de São Paulo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Federal de Pernambuco também se ocupam deste tema. Temos também, a exemplo de outros países, uma Associação de Jornalismo Científico, a ABJC,   constituída por cerca de 400 sócios. Merece menção aqui a participação, desde o seu início, de dr. Júlio Abramczyk, conceituado médico e jornalista,  redator médico da Folha, seu ex-presidente, responsável, certamente, pelo seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;O Jornalismo Científico  também ganhou a Internet e manifestações importantes podem ser aí percebidas, com o jornal eletrônico Comciência, vinculado ao Labjor/Unicamp, o site Ciênciapress, da bióloga e divulgadora científica Glória Malavoglia e o debate ampliado pelo importante Observatório da Imprensa. Os grandes veículos de divulgação também praticam o Jornalismo Científico na rede mundial, com destaque ao jornais O  Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O  Globo, Jornal do Brasil, Jornal do  Commercio/PE e O Povo/CE, dentre muitos outros.&lt;br /&gt;É preciso ter em mente que o Jornalismo Científico abrange não apenas as chamadas " ciências duras" - Física, Química etc, mas inclui as ciências humanas (Educação, Sociologia, Comunicação etc) e que, em virtude da especialização em algumas áreas, tem assumido denominações particulares,em alguns casos, como o Jornalismo Ambiental, o Jornalismo em Agribusiness, o Jornalismo em Saúde, o Jornalismo Econômico , o Jornalismo em Informática etc. Na prática, no entanto, todas estas manifestações específicas remetem para o Jornalismo Científico, entendido aqui como o termo genérico, mais abrangente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:site intercom&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115836157938515585?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115836157938515585/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115836157938515585' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836157938515585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836157938515585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/jornalismo-cientfico-o-jornalismo.html' title=''/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34492447.post-115836145036757044</id><published>2006-09-15T15:54:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T16:04:10.376-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Meu nome é Sônia tenho 21 anos e sou acadêmica de jornalismo na Faculdade Seama, aqui vou colocar um pouco da minha vida e trbalhos acadêmicos!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34492447-115836145036757044?l=soniasharlot.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soniasharlot.blogspot.com/feeds/115836145036757044/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34492447&amp;postID=115836145036757044' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836145036757044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34492447/posts/default/115836145036757044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soniasharlot.blogspot.com/2006/09/meu-nome-snia-tenho-21-anos-e-sou.html' title=''/><author><name>soniasharloty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05935272003856764667</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/7552/3801/1600/Imagem%20014.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
